Cerca de 21 mil funcionários estão registrados no Paraná contra uma média de 45 mil ilegais. De acordo com João Soares, presidente Sindicato de Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Curitiba e Região (Seesvc), as empresas clandestinas vendem uma segurança ilusória, já que não protegem vidas e nem possuem autorização para porte de armas. ''Ao contratar a empresa o consumidor precisa saber se ela é idônea.''
''Boa parte da clandestinidade acontece nos bairros, onde cada morador da rua paga em torno de R$ 50,00, enquanto essa segurança cabe ao Estado'', denuncia Soares. De acordo com ele, o segurança ilegal não tem curso de formação, Carteira Nacional de Vigilante que libera para o exercício da atividade e Carteira de Trabalho com registro da profissão pela Delegacia Regional do Trabalho, o que não dá garantia sobre a vida pregressa do contratado, que pode ter até antecedentes criminais. ''Fazer segurança nas ruas é até um risco para o próprio profissional'', acrescenta Soares.
Segundo o Seesvc, existem quatro empresas de formação de vigilante no Estado, que capacitam mil profissionais por ano. A questão não é a oferta de mão-de-obra, mas a possibilidade de economizar com o serviço, já que o salário mensal de um profissional qualificado é de R$ 1.035,50 (oito horas diárias, cinco dias na semana), a cada 36 horas de folga, fora os encargos sociais que oneram em mais 85%. (F.G.)

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