A Central de Transplante do Paraná tem quase sete mil pessoas na fila de espera por um transplante de córnea, rim, fígado, coração ou pulmão. Os que precisam de um rim compõem a lista mais extensa, 3.327 pessoas. O número de transplantes cresce a cada ano, mas, segundo os médicos, poderia ser muito maior se houvessem mais doações de órgãos. Foram 585 transplantes em 1996, primeiro ano de funcionamento da central. Até outubro deste ano, já foram feitas 956 cirurgias em todo o Estado.
No caso do rim, os transplantes de doador vivo aumentaram gradativamente nos últimos sete anos e já correspondem ao dobro de doações de cadáver. Em 96, foram feitos 111 transplantes com órgão de cadáver e 37 de doador vivo, de acordo com as estatísticas da central de Transplantes. Este ano, dos 186 transplantes realizados, 130 foram de doador vivo e apenas 56 de doador morto. No ano passado, foram 75 doações de cadáver e 149 de doador vivo.
A comparação entre o número de notificações que a central recebe de pacientes com morte cerebral (doadores em potencial) e o número de transplantes realizados comprova que as doações de órgãos no Estado ainda são poucas. Até outubro, foram registradas 276 notificações por morte cerebral no Estado, mas apenas 11 corações, 35 fígados e 56 rins foram transplantados.

mockup