No Paraná, fila de 4 mil pacientes
De acordo com a assistente social da Central de Transplantes, Gláucia Repula, 4.049 pacientes formam a atual fila de espera por um transplante no Paraná. E a demanda vai desde coração e córneas, até esclero, fígado, rim e pâncreas. No ano passado, 347 transplantes foram realizados no Estado.
''Para ossos, não há uma única fila de espera, já que podem ser usados em 50 tipos diferentes de enxerto. Também não há uma fila para captação de válvulas cardíacas'', informou Gláucia, lembrando que no ano passado foram realizados 95 transplantes de válvula no Paraná. ''O único banco de válvulas do Brasil fica na Santa Casa de Curitiba, que atende o País todo'', assinalou.
Segundo a enfermeira Rebeca Schroeder, do Banco de Ossos de Curitiba, tecidos músculo-esqueléticos (ossos) são utilizados em cirurgias ortopédicas como tumores ósseos, fraturas, defeitos ósseos em crianças, próteses de quadril, joelho e ombro e também em cirurgias odontológicas para correção de defeitos, implantes dentários e traumas de face.
Cirurgias urológicas, neurológicas e plásticas também podem demandar transplante de ossos. ''Aproximadamente 150 pessoas podem ser beneficiadas por um único doador'', ressaltou a enfermeira, contando que, em 2009, só o Banco de Ossos de Curitiba distribuiu quase 5 mil enxertos ósseos para cirurgias. (M.G.)





