No Paraguai, casos são comuns
Segundo informações de autoridades sanitárias de Foz do Iguaçu, o Paraguai, principalmente o departamento de Alto Paraná, vizinho a Foz, registra anualmente dezenas de casos de raiva, sendo muitos de raiva humana. Um convênio sanitário entre Brasil e Paraguai está viabilizando o envio de vacinas anti-rábicas para o território paraguaio e também auxílio técnico. Estão sendo realizadas campanhas contra a raiva em Ciudad del Este, Mingua Guazú, Hernadárias e Presidente Franco, cidades mais próximas a Foz do Iguaçu.
Segundo a diretora da 9ª Regional de Saúde, Eliane Maria Pozzolo, Foz apresenta uma situação epidemiológica à raiva muito diferente das outras regiões do Estado. Devido ao amplo trânsito de animais de Foz e do Paraguai, o município é considerado como área de alta vulnerabilidade para a circulação do vírus rábico. A situação é preocupante porque há vários anos não registrávamos casos de raiva, frisou. Antes desta epidemia, os últimos casos de raiva canina registrados em Foz foram 1996.
No Paraná, o último caso de raiva humana foi registrado em 1975, em Curitiba. Em 1987, uma criança que morava em Rio Branco do Sul morreu depois de ter sido mordida por morcego. Recentemente foram descobertos casos de raiva humana no Acre, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará e na Bahia.





