O Brasil é modelo em políticas públicas para garantir os direitos das pessoas com deficiência. O problema é que a legislação fica apenas no papel e não é colocada completamente em prática. A opinião é da presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Martinha Clarete Dutra.
''Somos o país número um em políticas públicas. Temos que exigir que a legislação seja cumprida'', ressaltou Martinha. Para ela, as barreiras são encontradas em todos os tipos de estabelecimentos, de casas comerciais a condomínios. Além da falta de conscientização, a fiscalização é considerada deficiente pela presidente do conselho. Para ela, os órgãos públicos deveriam cobrar o cumprimento da legislação com mais rigor.
Estatísticas mostram que 14,5% da população possui algum tipo de deficiência. A vistoria de ontem teve a participação de dezenas de cadeirantes e deficientes visuais. Morador do Jardim Pindorama (Zona Leste), Flávio Cordeiro da Silva, 44 anos, é cego desde os 16, em consequência de glaucoma. Ele diz que as calçadas esburacadas, orelhões e a ausência de sinal sonoro para atravessar a rua são os principais obstáculos.
''Hoje, faltam fiscalização e conscientização. Espero que trabalhos como esta vistoria possam surtir efeito e facilitar a nossa vida'', torce.(F.R.F.)

mockup