Paulo WolfgangPerigoBuraco fica a poucos metros de uma creche que atende 120 menores

Um buraco aberto pela Sanepar quase no meio do asfalto, na esquina da avenida Winston Churchill com rua Argélia, para serviço de manutenção de rede de água, tem causado transtornos para os moradores do Parque Ouro Verde (zona norte). O buraco está do mesmo jeito há aproximadamente quinze dias, com três placas de sinalização, mas o problema não é solucionado.
Segundo o presidente da creche Pequeno Príncipe, Carlos Roberto Vieira da Cruz, a situação é caótica: além de representar perigo para motoristas que trafegam no local, o buraco tem causado muita sujeira. ‘‘De dia não tem muito problema. Mas à noite, quando a gente não usa a água, escorre tudo. A lama sobe pelo buraco e desce pela avenida’’, diz. A creche Pequeno Príncipe funciona na esquina, ao lado do buraco, e atende aproximadamente 120 crianças em período integral.
Carlos da Cruz diz que todo dia liga para a Sanepar, comunicando sobre o problema, mas até agora ninguém fez nada. ‘‘Eles falam que estão indo arrumar mas não aparecem. Hoje (ontem) mesmo eu já liguei. Por volta das 18 horas o movimento de carros cresce muito aqui e é um perigo ficar do jeito que estᒒ.
Além de causar perigo para os carros que trafegam na área, os pedestres também acabam sofrendo. ‘‘Teve uma mãe que veio trazer a criança para a creche, escorregou no barro e caiu’’, conta.
A comerciante Helena Pereira de Almeida, proprietária de um minimercado também na esquina, lembra que na tarde do último domingo um carro caiu no buraco e acabou dando muito trabalho para ser retirado. ‘‘Com a chuva forte, o vento derrubou as placas e o motorista não deve ter visto’’, diz.
O gerente metropolitano interino da Sanepar, Francisco Carlos Orthmeyer, explica que o serviço ainda não foi concluído porque, em função das chuvas que caem na região, não é encontrado terra seca para tapar o buraco. ‘‘Estamos aguardando uma estiagem para resolver o problema’’, diz. A Sanepar precisa fazer a reposição da vala e compactação da terra, para depois autorizar a Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon) a recolocar o asfalto.
Francisco Orthmeyer afirma também que a Sanepar já tentou, inclusive, comprar terra seca de empresas particulares mas não encontrou no mercado. Enquanto isso, diz o gerente, é feito um controle rigoroso sobre a sinalização para evitar que acidentes graves não aconteçam. Até ontem à tarde ele não foi informado sobre o veículo que teria caído no buraco.

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