No meio da tragédia, uma cena emociona
Uma cena chamou a atenção em meio à tradédia do acidente. O socorrista do Samu Júlio César Correa, 32 anos, segurava o filho do motorista da carreta nos braços, o pequeno João Vitor, de um ano e três meses. Suja de barro e muito assustada, a criança, que é portadora de Síndrome de Down, se agarrou ao socorrista, que oferecia conforto, mesmo sendo um desconhecido. O abraço carinhoso e o afago fizeram o menino adormecer tranquilo, alheio à tragédia que envolvia a família.
Acostumados a atender vítimas de acidentes, os socorristas dificilmente demonstram emoção. A concentração no trabalho e a rapidez com que têm de agir impedem que o sentimento seja exposto, principalmente para tranquilizar as vítimas. Manter o sangue frio, nessa hora, não é tarefa fácil.
Enquanto os colegas socorriam a mulher presa nas ferragens, Correa acalentava João Vitor, que teve uma pequena fratura no pé. ''É coisa leve, não precisa nem imobilizar'', afirmou.
O socorrista, que é pai de dois filhos pequenos (de nove e seis anos) e espera a chegada de mais uma menina para breve, se emocionou. ''É muito complicado atender as vítimas, principalmente quando se trata de uma criança. Mas é um trabalho gratificante quando você consegue salvar as pessoas.'' (M.O.)





