No Litoral, a esperança é recuperar prejuízos
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de fevereiro de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba Com índices altos de inadimplência de anos anteriores e muitos imóveis indo a leilão, as prefeituras dos municípios do Litoral do Estado estão no final da primeira fase da cobrança do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de 2004 com a esperança de diminuir o número de devedores e ainda recuperar parte da receita perdida até 2003. A pior situação é de Pontal do Paraná, que abrange 48 balneários. Só no ano passado, a taxa de inadimplência no município ficou em 70%. Em Matinhos, esse número foi de 44% e, em Guaratuba, 35%.
Em 2004, somente a Prefeitura de Guaratuba reajustou em 3% o valor do IPTU. Em Matinhos o imposto permanaceu inalterado e em Pontal do Paraná só pagam mais os proprietários de terrenos baldios (+10%) e quem reformou ou ampliou sua propriedade. Além da preocupação de recolher o IPTU deste ano, as prefeituras já estão adotando técnicas para evitar que as pessoas fiquem devedoras e para facilitar o pagamento dos anos em atraso.
''Trocamos as guias por boletos bancários. Assim, quando passa o prazo de vencimento, o proprietário do imóvel não precisa vir até a prefeitura trocar a guia. Ele pode pagar até dezembro no banco, em qualquer cidade'', explica o secretário municipal de Administração e Fazenda de Guaratuba, André Márcio Borges. Essa tática está sendo adotada porque a prefeitura acredita que muitas pessoas deixam de pagar porque perdem o prazo e não querem ir até a praia para retirar outra guia. A dívida ativa do município está em cerca de R$ 20 milhões. Segundo Borges, em fevereiro ou março, mil imóveis que fazem parte desta dívida devem ir a leilão.
O prazo de pagamento do imposto em Pontal do Paraná foi prorrogado até o dia 20 deste mês por problemas na emissão dos boletos. Com o maior índice de inadimplência do litoral, a Prefeitura está reformulando os dados cadastrais dos imóveis por causa do sistema de cobrança (por metro quadrado e padrão do imóvel). Até março, Pontal do Paraná deve ter pelo menos 40 imóveis em dívida ativa indo para leilão.


