No Jardim da Saudade, problema foi resolvido
No ano passado, o principal alvo dos vândalos era o Cemitério Jardim da Saudade, localizado na zona norte de Londrina. Além dos prejuízos às famílias de mortos com a depredação de túmulos e capelas, um outro crime revoltou a população e acabou se transformando em inquérito policial ainda insolúvel. Cinco túmulos, de mulheres recém-sepultadas, foram violados e os corpos remexidos nos caixões, tendo sido deixados em posição que supunha a ocorrência de ato sexual.
A polícia abriu inquérito e investigou o caso durante meses, mas não encontrou o criminoso. Haviam sinais de que ele entrava no cemitério em noites de chuva, pelo baixo muro dos fundos, próximo a um matagal.
Para evitar a continuidade da ação do criminoso e dos atos de vandalismo, a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) aumentou a altura do muro, remanejou dos cemitérios centrais os vigias noturnos e, principalmente, construiu duas guaritas.
As guaritas têm cerca de seis metros de altura e estão em pontos estratégicos. De dentro delas, os vigias têm uma visão privilegiada do cemitério inteiro.
Além de vidros a prova de tiro, elas contam com potentes holofotes capazes de iluminar todo o local. Resultado: desde a inauguração das guaritas, nunca mais houve sequer um ato de vandalismo noturno no Jardim da Saudade.
O novo superintendente da Acesf, José Carlos de Castro Costa, empossado ontem no cargo, adiantou que tem conhecimento do problema e que resolvê-lo será uma das prioridades da sua administração. Estamos preocupados com o vandalismo nos cemitérios. O problema é realmente sério e vamos enfrentá-lo. Vamos buscar as providências que possam ser tomadas imediatamente. Se necessário, vamos remanejar pessoal e pedir o apoio do 5º Batalhão da Polícia Militar. Temos que garantir a segurança e acabar com o vandalismo. (O.C.)





