Inverno é estação de batalhas para o sistema respiratório da população. Mas poucos conhecem os sintomas que exigem cuidado redobrado e mesmo como proceder para evitar o pior. Aquela tosse persistente, o mal-estar, os gemidos podem não ser apenas a tradicional manha de um filho de colo. Esses sintomas, comuns, indicam possibilidade de virose respiratória, e até mesmo de uma pneumonia bacteriana. Na noite da última terça-feira, esse e outros males, conhecidos popularmente como ''doenças de inverno'', foram assunto da 1 Reunião Científica do Hospital Zona Norte de Londrina.
Os tipos mais comuns de pneumonia na população adulta foram abordados pela pneumologista e tisiologista Janne Stella Takahara. Já a pediatra Heloisa Simonini Delfino enfocou a asma. ''A pneumonia infantil tem sintomas um pouco diferentes da doença que acomete os adultos e pede atenção maior dos pais'', lembrou Ronaldo Silveira de Paiva, pediatra, infectologista e professor auxiliar do Hospital Universitário (HU), que falou sobre as pneumonias na infância.
Um aumento de frequência respiratória, queda no estado geral de saúde, prostração e chiados na respiração são sintomas de agravamento de um quadro respiratório já preocupante em crianças abaixo dos dois anos de idade. A pré-disposição pode vir com uma asma e com menor defesa às gripes, resfriados e infecções. ''Uma virose mais simples pode tornar-se porta de entrada para um quadro grave de pneumonia bacteriana'', alertou o médico.
A dica é muito cuidado com os locais pouco arejados. Creches e escolas onde crianças permanecem juntas por muito tempo, em ambientes fechados, podem se tornar um foco de disseminação de viroses. O mesmo ocorre em lares mais simples onde, para proteger-se do frio, famílias inteiras dormem em um mesmo cômodo. Segundo Paiva, os ambientes devem estar sempre arejados para prevenir doenças respiratórias.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), ou pneumonia asiática, foi abordada pelo infectologista Victor Emanuel Soares Narciso. A doença, que teve início em novembro, e assusta o mundo provocando centenas de mortes. Mas está sendo controlada nos países do sudeste asiático. Segundo o infectologista, a comunidade médica brasileira está atenta. ''Ainda não tivemos nenhum caso, mas é uma doença nova, e não se sabe qual será seu comportamento'', frisou, lembrando que Londrina já está equipada para tratar eventuais casos.

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