Em Maringá, as mulheres de policiais militares se reuniram ontem de manhã para discutir os próximos passos do movimento de luta pela isonomia salarial da Polícia Militar. Participaram da reunião, mulheres de policiais de várias cidades da região, inclusive de Paranavaí e Rolândia. As propostas das mulheres deveriam ser apresentadas na assembléia prevista para ter início às 14 horas, com a participação inclusive dos policiais.
A maioria das mulheres praticamente descartou a possibilidade de novas manifestações na frente dos quartéis. ‘‘É mais provável que o grupo decida formar uma comissão para ir até Curitiba’’, disse Rosicléia da Silva. Segundo ela, a participação das mulheres de policiais em manifestações na capital do Estado é mais interessante uma vez que as negociações com o governo partem de lá. ‘‘Em Curitiba é mais fácil para decidir sobre as propostas do governo e de negociar com o próprio governo’’, justificou.
A expectativa da comissão organizadora da reunião de ontem, era de que mais de 200 pessoas, entre mulheres de policiais e os próprios policiais, participassem da assembléia, que deveria ocorrer na Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, no conjunto Léa Leal, em Maringá.
Em Londrina o Movimento de Esposas de PMs cancelou uma panfletagem que faria ontem de manhã no Calçadão, em função do suicídio de um militar em Curitiba. Neusa Maria dos Santos disse que as mulheres estão revoltadas com a gravidade da situação em Curitiba e estavam tentando conseguir transporte para irem até à capital.
Em Foz do Iguaçu, 20 mulheres de policiais militares, florestais e bombeiros voltaram a protestar em frente ao 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da cidade. Além de colocarem faixas e cartazes nos portões de acesso, as manifestantes impediram a saída de viaturas do pátio. Outros sete veículos da PM, estacionados no hotel da corporação ao lado da BPM, tiveram os pneus esvaziados. (Colaboraram Érika Pelegrino e Emerson Dias)

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