No HU, superlotação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de junho de 1997
Da Redação 
O casal Lucilene e Amarildo Terci se surpreendeu com o que eles chamam de tranquilidade do Hospital da Zona Norte de Londrina, ou seja, enfermarias vazias e camas desocupadas. Eles estavam acompanhando o filho, Albert, de um ano e dois meses, que sofreu uma cirurgia de hérnia ontem de manhã.
No quarto, apenas o garoto e outras três camas desocupadas. Eu já vi hospital superlotado. Assim, vazio, está muito bom, comenta o torneiro mecânico Amarildo. A família mora no jardim Santa Madalena (zona oeste).
Só que a mesma tranquilidade da família Terci não é a realidade das pessoas que procuram outros hospitais da Cidade. A coisa aqui está feia, admite o diretor-superintendente do Hospital Universitário, Cláudio Camacho. Ontem, segundo ele, todos os 280 leitos do HU estavam ocupados. Além disso, havia 30 doentes em macas, no corredor do pronto socorro, e sete pacientes internados nos consultórios, aguardando vaga nas enfermarias. Todo dia é assim, relata.
Nosso problema maior é no pronto socorro. A procura é grande e muitos ficam internados. Tem dia que chegamos a 170% da capacidade de ocupação do PS, conta. Tudo isso afeta a qualidade do atendimento.
(Adriana De Cunto)


