O casal Lucilene e Amarildo Terci se surpreendeu com o que eles chamam de ‘‘tranquilidade’’ do Hospital da Zona Norte de Londrina, ou seja, enfermarias vazias e camas desocupadas. Eles estavam acompanhando o filho, Albert, de um ano e dois meses, que sofreu uma cirurgia de hérnia ontem de manhã.
No quarto, apenas o garoto e outras três camas desocupadas. ‘‘Eu já vi hospital superlotado. Assim, vazio, está muito bom’’, comenta o torneiro mecânico Amarildo. A família mora no jardim Santa Madalena (zona oeste).
Só que a mesma tranquilidade da família Terci não é a realidade das pessoas que procuram outros hospitais da Cidade. ‘‘A coisa aqui está feia’’, admite o diretor-superintendente do Hospital Universitário, Cláudio Camacho. Ontem, segundo ele, todos os 280 leitos do HU estavam ocupados. Além disso, havia 30 doentes em macas, no corredor do pronto socorro, e sete pacientes internados nos consultórios, aguardando vaga nas enfermarias. ‘‘Todo dia é assim’’, relata.
‘‘Nosso problema maior é no pronto socorro. A procura é grande e muitos ficam internados. Tem dia que chegamos a 170% da capacidade de ocupação do PS’’, conta. ‘‘Tudo isso afeta a qualidade do atendimento.’’
(Adriana De Cunto)

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