No HU de Cascavel, adesão é gradativa
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Gilmar Agassi <br> De Cascavel 
Apesar de terem deflagrado a greve geral desde ontem, os funcionários do Hospital Universitário de Cascavel não puderem reduzir para 30% os serviços como haviam planejado. Os 512 funcionários estão parando de forma gradativa, pois existem cerca de 130 pacientes internados que precisam continuar a receber atendimento. Ontem, durante todo o dia a situação esteve sob controle, já que, atendendo às solicitações, a população preferiu buscar auxílio médico nos postos de saúde.
A vice-coordenadora do Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Saúde Pública), Floraci Ribeiro de Paula, ressaltou que os problemas deverão começar a surgir durante o fim de semana. Ela afirmou que apesar da Secretaria Municipal de Saúde manter dois postos de plantão no sábado e outros dois no domingo, isso não será suficiente. ''Os postos vão fechar às 22 horas. Como ficam as pessoas que precisarem de atendimento depois desse horário?'', questiona.
A princípio estão suspensos os atendimentos ambulatoriais e as cirurgias eletivas, que estavam previamente marcadas. Respeitando a legislação vigente, sempre 30% do quadro de pessoal vai continuar trabalhando nas áreas consideradas essenciais, como Pronto-Socorro, Centro Cirúrgico, UTI e UTI Neonatal para atendimento de casos de urgência e emergência. O Banco de Leite atende normalmente.


