No final do mês termina prazo para professor receber reajuste
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Anna Camanducaia 
A Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) espera que o projeto de lei sobre o reajuste de salários, enviado ao Congresso pelo Ministro da Educação, Paulo Renato, seja alterado e votado ainda nesta semana. O prazo para a aprovação é dia 30, por causa da entrada em vigor da Lei Eleitoral.
Segundo a tesoureira da Associação e do Comando Local de Greve, Denise Maria Maia, o governo alega falta de tempo para a votação. Se as negociações tivessem sido abertas antes, isso não estaria acontecendo, diz. O impasse nas negociações entre docentes e MEC continua e não há previsão para a greve acabar. Na UFPR, a paralisação completou ontem dois meses.
Os professores das instituições federais aceitaram o reajuste diferenciado proposto pelo MEC, mas querem aumento médio de 45%. A reivindicação inicial era de reajuste linear de 48,65%. Mesmo que o governo desse os 48,65% de reajuste, nossos salários estariam defasados em cerca de 50% em comparação aos das instituições particulares.
Hoje, o projeto de lei vincula as gratificações à avaliação do quadro docente. Não somos contra a avaliação, mas não queremos que ela seja ligada a perdas passadas, diz Denise. Quando deram aumento para os juízes ou para os militares, não falaram em avaliação.
Ontem, professores de várias partes do Brasil iniciaram greve de fome em Brasília para sensibilizar o governo. O professor Nelson Doki, da unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, de Pato Branco, é o único participante do Paraná.
Depois do reajuste de salário, os professores ainda querem negociar o preenchimento das vagas (7.600 no Brasil, e 200 na UFPR) e a incorporação da Gratificação da Atividade de Executivo, que hoje corresponde a 160% do salário-base, entre outros assuntos.
Os salários que estavam bloqueados serão liberados no máximo até amanhã. No mesmo dia, às 14h, os professores da UFPR se encontram no Centro Politécnico para discutir sobre a greve.


