Brasília - Desde que passou a admitir mulheres entre seus quadros, em 1992, o Exército tem atraído cada vez mais profissionais do sexo feminino. Embora ainda sejam poucas, elas já estão inclusive nos pelotões responsáveis por vigiar e proteger as fronteiras.
Entre os 180 mil militares da ativa, há hoje 4.660 mulheres - 3.603 do quadro temporário e 1.057 de carreira. No ano passado, 25 delas chegaram à patente de major. Isentas do serviço obrigatório, elas podem servir voluntariamente, mas para chegar a sargento ou oficial é preciso prestar concurso público nacional e frequentar uma das escolas de formação. As que não pretendem seguir a carreira militar devem fazer estágio de adaptação de 45 dias e o contrato dura sete anos, no máximo.
A tenente Glenda Farias Acácio é uma das oficiais temporárias que pensam em seguir carreira no Exército, onde ingressou em 2004, por meio de um convênio da Força com a universidade em que estudava. O interesse, diz ela, surgiu quando estagiou no setor de Odontologia do Hospital Geral de Belém (PA), administrado pelo Exército. ''Foi meu primeiro contato com os militares, mas restrito aos profissionais da minha área. Eu não imaginava que iria seguir carreira'', conta a tenente, hoje no 34º Batalhão de Infantaria de Selva, em Macapá (AP). A exemplo de outras mulheres, ela diz não ter sido poupada das obrigações militares. ''Participamos de todas as atividades, inclusive das marchas pela selva.''

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