No Centro, manifestações provocam caos no trânsito
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Três manifestações na manhã de ontem complicaram, ainda mais, o trânsito no centro da Capital. Os atos chegaram a interromper totalmente os cruzamentos das ruas Marechal Floriano com Marechal Deodoro e Cândido de Abreu com Lysimaco Ferreira da Costa. No Centro Cívico, a Polícia Militar (PM) foi acionada após discussões entre os motoristas.
De acordo com a Diretoria de Trânsito (Diretran), os atos causaram lentidão, congestionamento e atrasos nos cronogramas dos ônibus que cruzam o centro de Curitiba. Até a tarde de ontem, a diretoria não havia fechado um balanço com os dados dos transtornos.
Além da manifestação dos servidores municipais e dos estudantes contra a homofobia (leia mais nesta página), cerca de 100 motoboys protestaram, por mais de uma hora, na esquina das Marechais contra a determinação da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) que regulamenta os profissionais e o serviço de motofrete.
Os manifestantes fizeram um abaixo-assinado e vão anexá-lo a uma carta que será entregue ao prefeito Beto Richa (PSDB). "Vamos montar uma comissão e queremos que o prefeito nos atenda. Questionamos vários pontos da lei do motofrete, que vemos como mais uma forma de arrecadação pela Urbs", diz o motoboy Alan Hilário Silva, que organizou o protesto.
Segundo Silva, normas para o cadastramento como a obrigatoriedade de o motoboy ser proprietário do veículo, a proibição de profissionais com carteira de habilitação provisória e do uso de veículos com mais de dez anos impedem o trabalho de muitos. "Se não tivermos uma resposta até quinta, na sexta faremos um outro ato na mesma hora e no mesmo local", promete.
De acordo com a Urbs, a determinação, que passou a valer desde o dia 7 deste mês, tem o objetivo de regulamentar a profissão de motofrete. As fiscalizações começarão em agosto. A principal exigência para a autorização é um curso, que será oferecido gratuitamente para os primeiros 6 mil cadastrados. A Urbs calcula que existam cerca de 20 mil motoboys em Curitiba. (Colaborou Thiago Alonso)


