No carro, vítima ainda lutou com o assaltante
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sexta-feira, 27 de junho de 1997
Da Redação 
O subchefe do Instituto de Criminalística de Londrina, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, diz que três tiros atingiram Kusma Ovchinnikov. Pelas investigações, os peritos concluíram que em determinado momento da viagem Kusma tirou a sua arma e disparou um tiro. Porém, o tiro picoteou e não foi deflagrado, conta Geraldo.
Na opinião dos peritos, o agricultor largou a arma e tentou se defender. Ele segurou a arma do assaltante com as duas mãos, acredita Geraldo. Um primeiro tiro foi disparado e pegou nos dedos de Kusma, indo se alojar no teto do carro. Na opinião da Criminalística, ele continuou segurando a arma. Um segundo tiro também atingiu a mão do agricultor e se desfragmentou no encosto do banco dianteiro do passageiro. O terceiro tiro foi fatal: Ele foi disparado muito próximo do corpo do menino, na altura do peito, transfixou, saiu pelas costas e entrou no peito do pai. O Kusma lutou muito para evitar a tragédia, afirma. O subchefe da Criminalística acredita que a arma dos ladrões seja calibre 38.
As investigações no carro de Kusma foram feitas pelos peritos Luiz Noboru Marukawa e Luciano Bucharles. Conforme Geraldo, a perícia revelou fragmentos de impressões digitais e a sessão de identificação da Polícia Criminalística já está trabalhando na tentativa de identificá-las. Também a sessão de microanálise está trabalhando nos fios de cabelo achados no veículo, enquanto o departamento de documentoscopia investiga bilhetes achados no Corsa. Todos os nossos departamentos estão trabalhando neste caso, assegura Geraldo Oliveira Filho.


