Uma via preferencial com uma placa parcialmente destruída. Estas foram as condições comprovadas pelo advogado Claudio Moreno, 29 anos, e aceitas pela Justiça, que condenou a Prefeitura de Ibiporã a pagar uma indenização por danos materiais. Apesar de ter ganho a indenização, nenhum centavo foi pago à vítima até agora.
O acidente aconteceu em setembro de 1994, no cruzamento entre as ruas Padre Vitoriano Valente e Xavier da Silva, região central de Ibiporã. Moreno dirigia seu Passat quando percebeu um fusca vindo em sua direção. Depois do choque, o advogado notou que a placa estava entortada. ‘‘Não dava pra saber quem tinha a preferencial. Fiquei revoltado e comecei a montar minha própria ação’’, disse.
O processo se estendeu até abril de 1998, quando o Tribunal de Justiça deu ganho de causa a Moreno. A indenização, que hoje é estimado em R$ 8,5 mil, foi transformada em precatório e não tem data prevista para pagamento. ‘‘Se alguém deve o IPTU, elas (as prefeituras) correm rapidinho para executar. Mas na hora de pagar uma dívida, ou o credor não recebe ou demora anos para receber’’, criticou. A Folha tentou contactar o setor da prefeitura de Ibiporã pelos precatórios, mas não conseguiu obter informação sobre o pagamento de Moreno.

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