No Brasil, 55% das adoções são ilegais
No Brasil, 55% das
adoções são ilegais
As adoções ilegais no Brasil chegam a 55%, revela estudo da psicóloga Lídia Natalia Bobrianskyj Weber, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A estimativa da professora tem base em trabalho com 400 famílias brasileiras que adotaram crianças. Do total, apenas 45% tinham procurado os meio legais para adotar. O restante fez a chamada adoção à brasileira, ignorando o aspecto legal da adoção.
Com base no trabalho, que defenderá como tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP), Lídia diz nunca se saberá ao certo quantas adoções são feitas no País. Em outra pesquisa, feita em 1998, a professora descobriu que 65% das pessoas entrevistadas disseram que fariam uma adoção ilegal. A justificativa dos que preferem evitar a lei, conforme Lídia, é de que o processo de adoção legal é muito demorado. Eles afirmam que é muito burocrático e não querem esperar, explica.
Segundo a professora, outro motivo da preferência dos pais adotivos pela ilegalidade é a intenção de fingir que a família seria biológica caso do deputado Edson Praczyk que registrou os gêmeos como filhos seus e da mulher Rosária Tobias Praczyk. Esse comportamento é condenado por Lídia. A primeira regra da adoção é contar para a criança que ela é adotiva, diz.
Isso serve, conforme a professora, para evitar uma revelação tardia ou por terceiros, que podem causar problemas familiares. Um primo conta numa briga que ela é adotiva, exemplifica. A mentira é a principal causa dos insucessos nas adoções pesquisadas por Lídia.





