Nível do Pirapó sobe e interrompe tratamento de água
A cheia no Rio Pirapó, manancial que abastece Maringá, comprometeu o abastecimento de 70% da cidade, ontem. A chuva do último domingo causou uma elevação de 5 metros no nível do rio. A água invadiu a casa de máquinas da captação e danificou os cabos elétricos do sistema de bombeamento para a estação intermediária e estação de tratamento.
Para trocar os cabos, a empresa diminuiu a captação da água do Pirapó e interrompeu o sistema de bombeamento para a estação de tratamento durante todo o dia de ontem. A estimativa da empresa é que somente na madrugada de hoje o sistema voltaria a funcionar.
Falta dágua Com a interrupção no sistema de tratamento, muitos moradores ficaram sem água, principalmente na parte da tarde de ontem. Os moradores só não tiveram mais problemas porque a maioria das residências têm reservatórios de água, disse o gerente regional da Sanepar, Wilson Pedrosa.
Ontem, o nível do Rio Pirapó já estava baixando. A estimativa dos técnicos era de que o rio ainda estava três metros acima do normal. Desde 83 não tínhamos problemas com chuvas. Naquele ano, o Pirapó subiu seis metros acima do normal, lembrou Pedrosa. Segundo ele, a cheia do Pirapó ocorreu porque a chuva do último domingo também caiu nos municípios onde estão os afluentes da bacia do Pirapó.
Preocupação O rio nasce em Apucarana e tem cerca de 1.200 quilômetros de extensão. Também por causa da chuva, o água do Pirapó está bastante turva, o que dificulta o tratamento para o abastecimento da cidade. Este porém não é o principal problema, amenizou.
A principal preocupação, ontem, era que novas chuvas pudessem aumentar o volume de água do rio e comprometer o sistema de abastecimento. Mesmo com a troca dos cabos elétricos danificados no último domingo, os técnicos da Sanepar ainda temiam um novo alagamento na casa de máquinas. Se a água ocupar a casa de máquinas de novo, o funcionamento dos sete motores que fazem o bombeamento de água até a estação de tratamento pode ficar comprometido.





