Nível da água do Igapó é reduzido para reparos
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Uma semana após voltar a ficar cheio, o lago Igapó, na área central de Londrina, precisou ter o nível de água rebaixado para alguns reparos. O Lago Igapó 2 foi rebaixado ontem em oito centímetros e o Igapó 1 em 30 centímetros. Segundo o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, vários paralelepípedos do fundo do vertedouro se soltaram e as floreiras precisam ser niveladas para que recebam água por igual.
O problema dos paralelepídos, de acordo com Freitas, aconteceu porque causa das chuvas que caíram logo depois de terminada a obra. ''A chuva caiu diretamente sobre o rejunte e acabou soltando os paralelepípedos. A previsão é que na sexta-feira o lago esteja cheio novamente.
O secretário acredita que se o Igapó 1 estivesse com mais água o problema não teria ocorrido. ''A chuva cairia sobre a água e não diretamente sobre os paralelepípedos funcionando como um amortecedor.'' Além disso, será revestido o espelho d'água dos degraus. Freitas havia dito, quando foram fechadas as comportas para encher o lago, que seria um teste e talvez fossem necessários alguns ajustes.
A Construtora KRB, de Londrina, responsável pela construção da barragem e vertedouro, e que também venceu a licitação para a reforma da ponte da Avenida Higienópolis, irá fazer os reparos necessários.
A revitalização e urbanização das margens, com a construção de duas praças de ginástica, pista de corrida, passarelas, bancos, lixeiras e floreiras, foi iniciada ontem pela Planagens Gouveia, de Londrina, que tem 90 dias para terminar a obra, que deve custar cerca de R$ 300 mil. O desassoreamento do lago ficará para uma etapa posterior.
O Lago Igapó ficou vazio durante um ano e muitos problemas prejudicaram o andamento do trabalho. O lago foi esvaziado sem antes haver um projeto definitivo para sua revitalização e o processo de licitação foi marcado pela morosidade. Até um inquérito policial foi instaurado para apurar se houve crime ambiental. Por tudo isso, o prazo inicial de sete meses para a revitalização do lago há muito já foi estourado.
A demora acabou desgastando tanto a administração do prefeito Nedson Micheleti (PT) quanto a figura do vice-prefeito, Luiz Carlos Bracarense (PPS), que acumulava o cargo de secretário de Obras até novembro de 2001, quando foi exonerado. Os dois chegaram a discordar publicamente do orçamento previsto para a obra.


