‘Ninguém me obrigou a ir’
A paranaense R.B.S, 17 anos, que estava há um ano trabalhando em prostíbulos paraguaios disse que foi ‘‘amigada’’ com um paraguaio durante dois anos e que depois da separação decidiu se prostituir porque não conseguia emprego. Em entrevista à Folha, ela insinuou que pode voltar a se prostituir.
Folha Como você foi parar em prostíbulos paraguaios?
R.B.S. Fui parar na boate por louca. Ninguém me obrigou a ir para lá. Eu sabia para onde eu estava indo. Eu quis ir.
Folha Como era a sua vida nesse lugar?
R.B.S. A vida lá não era boa, mas dava para encarar. Eu só pagava o quarto, a comida era livre. Era como se a gente fosse uma família.
Folha Em média, quantos programas você fazia por dia?
R.B.S. Isso dependia. Tinha dias que eu fazia vários. Tinha dias que eu não fazia nenhum.
Folha Você pensa em parar de se prostituir? O que você pretende fazer a partir de hoje?
R.B.S. Penso em parar (risos). Quero ir embora para bem longe e depois voltar para trabalhar lá, mas não sei no que eu vou trabalhar (risos).

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