Ninguém a ssume a culpa pela demora
Além das mortes, a falta de vagas na UTI do HU traz à tona um conflito de responsabilidades e informações no setor de saúde em Londrina. Esta semana, a morte de uma paciente de 78 anos que aguardava um leito no hospital gerou uma troca de acusações entre a direção do HU e a Secretaria Estadual de Saúde.
O diretor clínico do hospital, Sinésio Moreira Junior, rebateu a declaração da Secretaria Estadual da Saúde, que em nota oficial publicada na quarta-feira pela Folha, argumentou que recebeu o pedido de vaga exatamente no mesmo dia que a mulher morreu, na segunda-feira.
No texto, a Secretaria afirma que ''o hospital solicitou a captura de leitos em todo o Estado junto à Central de Regulação somente no dia 5, mesmo dia do óbito. Portanto, a busca ocorreu apenas em um período de horas''.
Moreira Júnior explicou que o estado clínico da paciente piorou e foi detectada a necessidade de internação somente no dia 5.
''Até então, desde o internamento da paciente, no dia 30, o quadro se mantinha estável. O HU e a equipe médica não têm como prever a piora de um paciente. Não houve demora do hospital. Se houve pouco tempo para que a Central arrumasse uma vaga foi em função da gravidade do caso, que foi detectada pelo médico nove minutos antes do fax com a solicitação ser enviado à central''. (F.L)





