O alpinista paranaense Waldemar Niclevicz reinicia hoje o sonho de escalar o K2, a segunda maior montanha do mundo e certamente a mais difícil e perigosa do planeta. Em uma cerimônia no Clube Pinheiros, em São Paulo, Niclevicz vai receber a bandeira do Brasil das mãos do ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca. Segundo o ministro, a bandeira deve ser colocada no cume da montanha.
Amanhã, no Teatro Opéra de Arame, em Curitiba, Niclevicz lança o vídeo ‘‘Um sonho chamado K2’’. Resultado de sua última expedição, que durou seis meses, no ano passado, o alpinista conta como foi a trajetória para escalar o K2. O vídeo é uma edição das 15 horas de imagens no Tibete, Paquistão e Nepal.
Os 85 minutos de duração da fita relatam até o momento quando esteve a 600 metros do cume da montanha. O filme traz ainda as belezas do Himalaia, os costumes do seu povo, a religiosidade dos tibetanos e a força dos carregadores baltis no Paquistão.
A viagem para o Paquistão acontece no dia 30 de maio. Niclevicz vai ser acompanhado pelo italiano Abele Blanc e o espanhol Pepe Garces. Os alpinistas vão escalar três montanhas com mais de 8 mil metros de altura. O montanhista curitibano terá uma fase da preparação na Bolívia, entre 11 e 20 deste mês.
Para vencer o K2, Niclevicz vai contar com o apoio de 150 carregadores para levar cerca de duas toneladas de equipamentos, comida e medicamentos. Dois cozinheiros e dois auxiliares também acompanharão o desafio.
Situado na fronteira do Paquistão com a China, o K2 tem 8.611 metros, apenas 237 metros a menos do que o Everest, a maior montanha do mundo. Pela dificuldade em superá-la, o K2 é chamado de Montanha Assassina. As estatísticas revelam que apenas 122 alpinistas conseguiram completar a escalada e há uma morte para cada êxito.

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