Niclevicz inicia ‘ataque
final’ a pico no Tibete
Shisa Pangma é a
14ª maior montanha
do mundo, com 8.046
metros de altitude
Mariela de Castro Santos
O alpinista paranaense Waldemar Niclevicz deve concluir, neste domingo, a primeira etapa do Projeto K2, que pretende vencer o pico K2, no Tibete, considerado uma das mais difíceis e perigosas escaladas do planeta. Niclevicz vai fazer o ‘ataque final’ ao pico Shisha Pangma, 14ª maior montanha do mundo, com 8.046 metros de altitude.
Localizado no sul do Tibete, o Shisha Pangma foi a última montanha com mais de 8 mil metros a ser vencida pelo homem, em 1964, por uma expedição chinesa. É pelo mesmo caminho seguido pelos chineses que os brasileiros pretendem chegar ao cume da ‘‘Montanha Sagrada’’, assim chamada pelos indo-nepaleses. O nome deriva do tibetano ‘‘Xixapangma’’, que pode ser traduzido como ‘‘um lugar muito bom para o pasto’’.
Este ano, já houve algumas tentativas de atingir o cume principal da montanha, mas só dois italianos foram bem sucedidos, gastando 19 horas na empreitada. A maior dificuldade, segundo Niclevicz, são os metros finais, onde há muita neve.
Acompanhado dos alpinistas italianos Abele Blanc e Marco Camandona, o brasileiro está seguindo uma estratégia um pouco diferente: montar apenas dois acampamentos, e não três como se costuma fazer. ‘‘O caminho entre o acampamento 1 e 2 é bem mais difícil, pois existem gretas (fendas) muito profundas. Para escapar das gretas fomos por uma parede de gelo com cerca de 50 graus de inclinação e 80 metros de altura’’, explica Niclevicz. Os passos do ‘ataque final’ ao Shisa Pangma e de todo o Projeto K2 podem ser acompanhados pela Internet, no endereço http://www.sagarmatha.com.br.

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