Neva em Palmas e frio deve continuar nos próximos dias
Especial para a Folha
A madrugada mais fria do ano no Paraná registrou temperaturas negativas em algumas regiões do Estado e até a queda de flocos finos de neve em Palmas, na região Sul. As baixas temperaturas foram provocadas pela chegada de uma frente fria, e assustaram a população, que teve que tirar luvas, gorros e os casacos mais grossos do armário para enfrentar o frio e o vento. Quem sofreu mais com a queda da temperatura foram os moradores de rua, que tiveram que procurar albergues para se proteger.
Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a temperatura mais baixa do Estado foi de 0,7 grau negativo, registrada em Guarapuava. As cidades de Umuarama, Palotina, Cascavel, Ponta Grossa, Pato Branco, Palmas e Curitiba, amanheceram com geada. Em Palmas, considerada a cidade mais fria do Estado, a temperatura mínima pela manhã foi de 0,3 grau negativo. Os moradores da cidade estão anciosos para neve forte na região.
O albergue da Fundação de Assistência Social (FAS) da Prefeitura de Curitiba recebeu, na madrugada de ontem, 18 pessoas que dormiram na unidade para escapar do frio. Muitos deles permaneceram nas ruas nos dias anteriores e sobreviveram com a ajuda de bebida alcoólica. Se eu tivesse na rua nessa noite tinha morrido, disse Daniel Garcia, que procurou a ajuda da FAS. Desempregado e portador do vírus HIV, transmissor da Aids, ele veio de Cianorte, região Norte do Estado, a procura de tratamento médico. Nos três dias anteriores passou a noite nos bancos da rodoferroviária, mas no início da noite de quarta-feira, quando um forte vento atingiu Curitiba, procurou o albergue.
A coordenadora do albergue, Cintia Koerich, explica que a instituição vai buscar os desabrigados na rua, mas não pode obrigá-los a ir para o centro de apoio. Somente quando a pessoa corre perigo de vida é que podemos forçá-la a deixar a rua.
Segundo o Simepar, a previsão para os próximos dias é de geada menos intensa nas regiões Norte e em Curitiba.Mauro FrassonPara enfrentar o frio, os curitibanos tiveram que usar casacos mais grossosDaniela Neves





