Neste ano, quatro
vigilantes perderam
a vida em Curitiba
Pelo menos 20% dos 6 mil vigilantes que atuam em Curitiba já passaram por assalto, segundo o diretor do Sindicato dos Vigilantes da Região Metropolitana, Jair Demétrio. Só neste ano, quatro perderam a vida no trabalho. ‘‘Ocorre uma verdadeira escalada da violência’’, diz. Em 97, o número de assaltos envolvendo caminhões de carga e carros-forte aumentou 70%. O sindicato não tem o número de assaltos, mas atribui o crescimento da violência à atuação de quadrilhas especializadas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os vigilantes vítimas de assaltos a bancos também vêm crescendo. Do total de assaltos enfrentados, 90% ocorrem dentro dos estabelecimentos e 10% em caminhões de carga e empresas patrimoniais. Jair Demétrio atribui isso à falta de segurança das agências bancárias.
Pelo acordo coletivo, apenas os vigilantes de escolta, que atuam em caminhões de carga e em carros-fortes, têm adicional de periculosidade. Os vigilantes patrimoniais e bancários recebem adicional de risco de vida. (E.E.S.)

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