Apesar da frota de carros ser maior que a de motocicletas que circulam pelos cerca de 3,1 mil quilômetros de rodovias sob responsabilidade da 2 Companhia de Polícia Rodoviária, o número de acidentes envolvendo motos é bem mais alto. De acordo com o relações públicas da 2 Companhia, sargento Luis Carlos Veríssimo, a gravidade dos ferimentos e a possibilidade de morte é sempre maior nesse tipo de ocorrência.
De acordo com o setor de estatística da 2 Companhia - que abrange 80 municípios do Norte do Estado - só este ano, 26 pessoas morreram em decorrência de acidentes envolvendo motocicletas. ''Tivemos 263 acidentes com motos, resultando em 335 pessoas feridas. No ano passado, durante essa mesma época do ano (de janeiro até 12 de maio) foram registrados 261 acidentes com motocicletas, com 322 feridos e 27 mortes. Podemos perceber que o número de colisões tem se mantido'', comentou.
Totalizando todos os veículos envolvidos (motocicleta, automóvel, caminhão e bicicleta), a 2 Companhia registrou, desde o começo do ano, 1.288 acidentes com 1.050 feridos e 101 mortes. Para o sargento, o número de óbitos ligados a ocorrências com motos é extremamente alto. ''A cada dez veículos que abordamos nas fiscalizações, apenas um é moto. O motociclista precisa saber que em todos acidentes que se envolver, mesmo que esteja certo, ele será sempre o mais prejudicado'', salientou.
Alguns cuidados como a utilização de equipamentos de segurança (capacete, roupas apropriadas, botas, etc), mais atenção na direção e respeito à velocidade máxima permitida são alguns fatores que podem contribuir para uma viagem tranquila, segundo o sargento. ''Os faróis devem estar o tempo todo ligado e recomendamos que ele mantenha uma distância razoável entre o veículo da frente. O condutor da moto precisa ter uma percepção boa de direção defensiva e tomar cuidado com as derrapagens, que é bastante comum por causa do excesso de velocidade'', finalizou. (F.B.)

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