Ademir Gonçalves da Silva, conhecido como ‘Nenê Maverick’, se apresentou anteontem à noite na Delegacia de Apucarana e disse que não trocou tiros com a polícia. Ele foi à delegacia acompanhado de sua mulher e uma filha pequena. No mesmo dia à tarde, 35 policiais haviam estado na vila Portuguesa (centro de Londrina) e armaram uma verdadeira praça de guerra na perseguição a ‘Nenê Maverick’, com duração de quase três horas. Minutos antes, ele teria trocado tiros com os investigadores Messias Marcheti e Rafael Gustavo Cavichiolo.
Os dois policiais foram procurados pela Folha e confirmaram a versão do tiroteio. Segundo Marcheti, ele e o companheiro faziam ronda nas proximidades do centro social da vila Portuguesa e depararam-se com Nenê Maverick. Na sequência desceram do carro e, quando se aproximaram de Maverick, ele começou a disparar sua pistola calibre 380, fugindo em seguida.
Nenê Maverick afirmou que não estava em Londrina na hora do tiroteio e também que não deve mais nada à Justiça. Ele já foi condenado por roubo e tráfico de drogas. Contra ele também consta um mandado de prisão expedido pela comarca de Marialva, mas a polícia não sabe informar se a determinação judicial já venceu.

mockup