Nem todos taxistas comemoram
Apesar das férias escolares e do recesso em órgãos públicos o que sempre rende uma parcela no faturamento diário , os taxistas de Londrina também têm visto o movimento deste mês com menos receio, ante a monotonia verificada em outros anos, conforme a Folha apurou junto a profissionais de alguns pontos.
Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, Antônio Pereira da Silva, para que tudo fosse ainda melhor só falta mesmo acabar o que ele chama de ''concorrência desleal''. ''Sempre que tem vestibular aparecem essas vans clandestinas. Fora isso, a clientela a maioria de classe média este ano está mais numerosa que em janeiro passado'', constatou.
Funcionário público aposentado e taxista em Londrina há pouco mais de sete anos, Dalmonir Martins, 68, conta que as seis, sete horas trabalhadas por dia não registraram queda este mês, ao contrário do que se pudesse supor. ''Faço viagens contratadas. Nesse sentido, janeiro não poderia ser melhor para mim'', explicou. Mas as opiniões do sindicalista e de Martins não são unanimidade: o colega Antônio Pedro Ribeiro, com 70 anos e 21 de profissão, não tem tanto assim o que comemorar. ''Estou aqui no ponto desde as 5h40, e, até agora (a entrevista aconteceu por volta de 17 horas), só fiz duas corridas. Nessa época, o jeito é ir para casa mais cedo'', concluiu, destacando: ''Que fevereiro venha logo!''.





