Nem todos os
terrenos podem
ser regularizados
O diretor adjunto da Coordenação Metropolitana de Curitiba (Comec), Gil Polidoro, afirmou que os moradores devem procurar o órgão ou a prefeitura antes de regularizar o lote. A recomendação do diretor é porque nem todos os terrenos do Guarituba são passíveis de regularização.
Pelo estudo da Comec, que criou as Unidades Territoriais de Planejamento, os terrenos próximos de rios ficariam de fora da regularização. Por causa disso, algumas famílias dessa região terão que ser relocadas para outras áreas do Guarituba, onde serão implantada infra-estrutura básica – água, luz, esgoto e arruamento. Polidoro explica que estas mudanças também estão previstas na lei votada na Câmara Municipal de Piraquara, em outubro do ano passado.
Quanto ao trabalho desenvolvido pela Fundese, Polidoro disse desconhecer. Ele afirmou que a princípio não vê nenhum problema de uma empresa intermediar a negociação entre proprietários e invasores. Com relação aos serviços de topografia, ele disse que não pode se pronunciar sobre o trabalho ofertado pela fundação.
A Fundese promete realizar um levantamento aero-topográfico. ‘‘Prometeram até fazer um estudo por satélite, que vai possibilitar delimitar corretamente cada terreno’’, disse o secretário da Upam, Isaque Gonçalves de Lima.
No entanto, ele informou que a Comec já está fazendo a avaliação da topografia. Esse serviço será usado para a implantação da infra-estrutura. ‘‘O levantamento topográfico vai servir de base para a colocação do esgoto, ruas e saneamento’’, disse, acrescentando que será feito também a drenagem da região.
Para a ambientalista Teresa Urban, uma das coordenadoras da Rede Verde, a urbanização da região do Guarituba deve ser bem estudada para não prejudicar ainda mais o ecossistema. Ela explicou que esta região tem grande permeabilidade e pode ser facilmente contaminada, por ter solos de formação orgânica.
Teresa afirmou que o problema do Guarituba é fruto da falta de uma política para controlar as invasões. Há cincos, o Guarituba vem enfrentando uma onda de invasões. Agora, já não existem grandes espaços para realizar novas ocupações, a não ser nas áreas periféricas. (I.R.)