Nem todos adolescentes se protegem
Importante é acabar com
preconceito e mostrar
que todos correm risco
de contrair o vírus HIV

Mauro Frasson
IrresponsabilidadeA estudante Djuna Kunzler, com colegas do Dom Bosco: ‘‘Sempre tem os que não se cuidam’’As campanhas de prevenção à Aids são veiculadas exaustivamente nos meios de comunicação, mas muita gente ainda pensa que o vírus só pode ser contraído pelos ‘‘outros’’. Para adolescentes do colégio Dom Bosco, de Curitiba, a história de Valéria Polizzi é importante para eliminar o preconceito e mostrar que todas as pessoas correm o risco de serem infectadas pelo HIV. Nessa sexta-feira, a escritora fez uma palestra sobre o livro na escola.
‘‘Ninguém tem coragem de assumir que tem Aids e contar para todo mundo como a Valéria fez. Acho que todos têm de se cuidar e se prevenir. Meus amigos têm consciência e informação sobre o assunto, mas sempre têm aqueles que não se cuidam’’, disse Djuna Kunzler, 16 anos.
Já para a estudante Letícia Moniz, 14 anos, o livro ‘‘Depois Daquela Viagem’’ serviu como experiência de vida. ‘‘Deixei de ter preconceito e aprendi melhor como me prevenir’’, conta.
Para a própria Valéria Polizzi, a melhor alternativa para divulgar as formas de prevenção da doença seria a educação sexual contínua em todas as escolas brasileiras. ‘‘Acho que já está mais do que na hora de todas as escolas terem educação sexual. Os professores de hoje não foram treinados para falar de sexo com adolescentes, mas é por isso que existem programas de treinamento em universidades e ONGs. Eles têm de ir atrás e se especializar, para falar sobre o assunto nas salas de aula’’, observa. Segundo ela, o preconceito contra a doença já diminuiu, mas o trabalho de prevenção deve ser contínuo. ‘‘A doença pode parecer distante para muitas pessoas, mas para mim também parecia’’, comenta. (G.P.)

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