Dorico da SilvaTolerânciaStamm: multa, só em último casoOs agentes municipais de trânsito (azulões) já estão atuando desde o dia 9 de fevereiro, mas a população ainda não aprendeu a respeitar a lei. Quem garante é o coordenador de fiscalização de trânsito da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Mário Sergio Orcioli. Ele informa que um azulão já chegou a ser agredido e não é raro o motorista ameaçar e usar palavras de baixo calão, principalmente para as agentes femininas.
Hoje 45 azulões fiscalizam o trânsito, das 6 às 22 horas. Segundo orientação que receberam quando participaram do treinamento, eles só aplicam multas em último caso. ‘‘O motorista é solicitado a fazer a correção de sua atitude e só no caso de não cooperar é lavrado o auto de infração’’, explica o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior.
Mesmo assim, os motoristas ainda acham que o agente não tem autoridade para multar, segundo Orcioli. ‘‘Alguns dizem até que ele (azulão) não tem instrução, outros ameaçam voltar para agredir e muitos xingam.’’
Mario CesarBaixo calãoAzulão na rua: às vezes, xingado
Segundo Mário Sergio, os azulões, durante o treinamento, foram informados que poderiam se deparar com motoristas de todos os tipos. Mesmo assim, para evitar que eles tenham maiores problemas, um psicólogo deverá ser contratado para fazer um acompanhamento. Além disso, deve ser realizada uma ampla campanha para esclarecer a população sobre o trabalho dos azulões.
Os azulões foram contratados por concurso público. O requisito mínimo é ter 2º grau completo, mas muitas pessoas com diploma universitário se candidataram. ‘‘Temos agentes formados em Administração, Fisioterapia e Psicologia.’’ A média de idade é de 23 anos. Cada um tem um salário de R$ 530,00, além de vale-alimentação (cerca de R$ 120,00) e plano de saúde. A carga horária do agente é de 40 horas semanais. Segundo o Ippul, número de agentes municipais deve aumentar em 50% ainda neste ano.

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