Nem todas lideranças vão assinar pedido de impeachment
Da Redação
No final da tarde de ontem surgiram informações de que pelo menos oito entidades do Movimento pela Moralidade estariam desistindo de assinar o requerimento que pede a abertura de Comissão Processante pela Câmara de Vereadores para discutir a cassação do prefeito Antonio Belinati (PFL).
Os comentários davam conta de que uma desmobilização de parte das entidades. Algumas delas não vão assinar o documento e outras não se posicionaram. O presidente do Conselho de Pastores de Londrina, Cloves de Pinho, disse que ainda não houve uma reunião para deliberar sobre a questão. O representante da Igreja Católica, Padre Manoel Joaquim, informou que a posição da entidade será tirada hoje, às 9 horas, pelo Colégio de Consultores órgão máximo da Cúria Metropolitana, que se reúne em situações extraordinárias. O arcebispo dom Albano Cavallin não quis tomar essa decisão sozinho e por isso convocou a reunião, informou.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), decidiu manter apoio ao movimento e a assinatura no requerimento. Já o presidente da Associação Médica de Londrina, Pedro Garcia Lopes, adiantou que a entidade nunca deixou de apoiar a mobilização pela corrupção, mas observou que, por não ser político-partidária, não assinará o pedido da comissão processante. Queremos a punição dos culpados, mas somos apolítico, esclareceu.
Outra entidade que não irá aderir ao requerimento é a Sociedade Rural do Paraná, segundo informou seu presidente Francisco Galli, adiantando que hoje divulgará uma nota oficial sobre a questão. Nosso posicionamento é o mesmo desde o início. Vamos dar todo o apoio aos promotores, mas não queremos julgar ninguém. Galli disse ainda que a entidade não vai admitir pressão sobre ela.
O presidente do Sindicato dos Contabilistas, Paulo Caetano, disse prefere ficar alheia à parte política e não assinará o requerimento.





