A ganância dos ladrões em Londrina chegou a tal ponto que nem mesmo paredes duplas se mostram capazes de barrar as ações criminosas. No Jardim Sabará, na Zona Oeste, empresas localizadas na via marginal da Rodovia Celso Garcia Cid viraram alvos constantes de arrombadores que estouram paredes durante a noite para furtarem, principalmente, computadores.
Num trecho de 200 metros com dezenas de barracões industriais e pontos de venda, praticamente todos os empresários foram visitados pelos arrombadores nos últimos meses. A julgar pelo ''modus operandi'' dos criminosos, igual em todos os casos, as vítimas acreditam tratar-se de um mesmo grupo que já tem destino certo para os produtos levados. Quase sempre, os furtadores entram primeiro em um barracão desocupado e, dalí, vão estourando paredes até chegar onde desejam.
Na última terça-feira, o furto foi contra uma indústria de móveis, que já havia sido roubada outras duas vezes no mês de maio. Para entrar na fábrica, os criminosos primeiro arrombaram uma parede da empresa vizinha e, em seguida, romperam uma parede dupla. Os bandidos levaram um computador e uma impressora. Desta vez, porém, os seguranças da empresa de vigilância chegaram rápido e, durante ronda na região, encontraram os objetos escondidos às margens da rodovia.
''A situação está crítica para nós'', lamentou a gerente Magali de Silvio. Ela disse que alarmes, câmeras, trancas até nos banheiros, portões altos, nada disso barra a ação dos marginais. A gerente reconheceu que a Polícia Militar prestou atendimento mas disse que só isso não está sendo suficiente.
A funcionária de uma madeireira próxima, Alessandra Cristina Vieira, narrou o mesmo drama. Vítima de três furtos só em maio, hoje no escritório só existem mesas e cadeiras. ''Não tem mais nada porque a gente viu que se repuser o que foi roubado, eles voltam e levam tudo de novo'', argumentou. Da fábrica levaram computadores, impressoras, aparelho de fax, serras elétricas, cabos elétricos e até a fiação das máquinas.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguédis, destacou que existem investigações em andamento. Ele ponderou que, provavelmente, os criminosos primeiro levantam informações sobre os alvos para depois atacarem e que devam existir receptadores para os produtos furtados. Quem tiver informações, pode ligar anônima e gratuitamente para o número 190.

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