Nem mesmo as embalagens das três toneladas de medicamentos com prazo de validade vencido na Cemepar poderão ser utilizadas. Tudo deve ser destruído pela Companhia Auxiliar de Viação e Obras (Cavo), dois dias depois que a Cemepar terminar o levantamento dos remédios e mandá-los à empresa. Segundo o engenheiro sanitarista Antônio Januzzi, supervisor de Operaçãos da Cavo, as embalagens não podem ser recicladas porque são contaminadas por medicamentos de frascos que estouram durante a coleta e transporte.
A Cavo destrói, em média, 500 quilos de remédios ao mês. Segundo Januzzi, todo medicamento passa por um processo de encapsulamento, que seria responsável por neutralizar os elementos químicos que poderiam contaminar o meio ambiente. Depois, os medicamentos são colocados em aterros de nível 1, para resíduos perigosos. As embalagens de papel e plástico vão para um aterro de nível 2.
Conforme o engenheiro, a Cavo somente recebe os medicamentos discriminados, com origem e composição. ‘‘Isso impede que recebamos um remédio que não podemos’’, disse. Entre eles, os quimioterápicos e radioterápicos. Januzzi confirmou que as três toneladas que serão destruídas pela Secretaria de Estado da Saúde chegaram ao pátio da Cavo, mas foram mandadas de volta à Cemepar. O motivo, segundo o engenheiro, é que a Cemepar não havia descrininado que tipo de medicamento constava na carga.(J.A.)

mockup