Há poucos dias a prefeitura de Umuarama decidiu reformar e replantar as floreiras da Avenida Paraná com mudas produzidas pelos alunos da escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Era uma forma de melhorar o visual urbano do centro e, ao mesmo tempo, incentivar o trabalho daqueles que lutam para superar deficiências, tornarem-se úteis e integrados à vida comunitária. Entretanto, as primeiras floreiras reformadas já foram alvo do vandalismo. Os vândalos arrancaram as mudas recém-plantadas que iriam florir em poucas semanas.
Inconformados com a atitude, diretores da Apae foram às rádios apelar à população para não destruir ou ajudar a impedir que outros destruam o trabalho dos deficientes. Também convidaram os vândalos a visitarem a Apae e conhecer o projeto Piá das Flores, a produção de flores e plantas ornamentais dos alunos, na esperança de que aprendam a respeitar o patrimônio e o trabalho alheios. Ou que, pelo menos, aprendam a respeitar o patrimônio público que, indiretamente, também lhes pertencem.
Tarefa difícil, visto que o patrimônio público é o alvo preferido dos vândalos por estar mais exposto. Em qualquer cidade, basta olhar em volta nas ruas, praças e logradouros públicos para encontrar estragos causados por atos de vandalismo - luminárias, orelhões, bancos e outros bens de uso coletivo quebrados ou rabiscados.
O vandalismo é um dos maiores problemas da administração pública e causa prejuízos enormes. Em vez de investir em novas melhorias, é preciso gastar para recuperar aquilo que poderia estar em perfeitas condições. O vandalismo também é sórdido. Quebra-se pelo simples prazer de quebrar, de inutilizar.
Na Antiguidade, vândalo era o nome de um povo bárbaro que destruía tudo o que encontrava pela frente durante as invasões e conquista de novos territórios. A palavra virou sinônimo de destruição gratuita. Hoje, o vandalismo está ligado ao espírito aventureiro, desafiador e inconsequente de alguns jovens e adolescentes, independente da classe social e grau de escolaridade. O desafio é fazer esses jovens enxergarem a dimensão e as consequências dos atos de vandalismo.

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