Especial para a Folha

Albari RosaAntonio da Silva: população negra hoje não ocupa nem 1% das vagasChegando perto de mais um vestibular, mais uma vez vira polêmica a proposta de reservar 20% das vagas das universidades federais para negros, proposta por entidades anti-segregacionistas. O secretário-geral da Associação Cultural de Negritude e Ação Popular de Curitiba (Acnap), Jaime Tadeu da Silva, disse que esta proposta surgiu como forma de criar condições de acesso à universidade para a população negra, que hoje não ocupa nem 1% das vagas existentes.
Segundo Silva, a entidade vem tentando garantir este espaço através de atividades criativas, como a realização de mini-cursinhos preparatórios ao vestibular nas comunidades carentes e a formalização de convênios com escolas de primeiro e segundo grau de boa qualidade, que ofereçam bolsas à Acnap, mas não tem conseguido que seus integrantes passem no vestibular. ‘‘Este ano teremos a graduação em Ciências Sociais de Marcilene Garcia, a única pessoa atendida pelo programa que chegou a uma universidade’’, informou Silva.
O diretor do Instituto Afro-Brasileiro do Paraná, Antonio Carlos Basílio da Silva, disse que o movimento está tentando firmar uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar a números que apontem a situação educacional dos negros no País. Para reverter o quadro o Instituto vem concentrando suas ações nos projetos ‘‘Irmão Maior’’, com aulas de reforço escolar, e ‘‘Valorização’’, para elevar a renda através da divulgação da atividade profissional do negro.

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