Negócio legal pode render milhões para o Paraná
De acordo com o professor do departamento de geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Antônio Liccardo, a ocorrência de diamantes na bacia do Rio Tibagi é conhecida desde 1750. ''A extração já começou naquela época'', afirma.
Por mais de dois séculos, a exploração de pedras preciosas na região foi feita de forma totalmente amadora. Era a aventura do garimpo. Porém, em 1989 a Lei 7805 acabou com a garimpagem livre no Brasil. Agora, tudo deve ser feito conforme manda a legislação. A extração legal de diamantes, com o perdão do trocadilho, pode ser uma mina de dinheiro para o País.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o mercado de diamantes movimenta atualmente 6,7 trilhões de dólares por ano. No Paraná, conforme o Anuário Mineral Brasileiro, em 2005, antes da suspensão das atividades por conta da Operação Tibagi, o Estado negociou pouco mais de 8 mil quilates de diamantes, movimentando R$ 2,7 milhões.
A extração legal pode significar a tão esperada melhoria de qualidade de vida para os habitantes da região de Telêmaco Borba, Ortigueira e Tibagi, cidades que têm seus Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os piores do Estado. Com a produção sendo declarada corretamente, os municípios produtores têm direito a receber a Compensação Financeira de Exploração Mineral (Cfem), uma alíquota de 0,2% sobre o valor das pedras que devem ser aplicadas em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol da comunidade local.
''Um campo de diamantes é como um campo de petróleo. O Brasil deve otimizar a extração desse minério, pois se trata de uma riqueza'', ressalta Liccardo.
Questionado sobre qual seria o potencial de produção de diamantes do Paraná, o professor prefere não arriscar prognósticos devido ao fato de a ocorrência de diamantes no Tibagi ser aleatória, mas diz que as pedras são de boa qualidade. ''São pequenas, mas boas para a lapidação''.(W.S.)





