A Secretaria da Educação entra hoje, no Ministério Público, com uma representação contra José Rodrigues Lemos, conselheiro representante da APP-Sindicato no Conselho do Fundo de Ensino e Magistério (Confema), por calúnia. A representação acontece dois dias depois da APP ter denunciado irregularidades administrativas junto ao Ministério Público. Lemos foi o autor das denúncias que originaram a ação da APP. Segundo a secretaria, as denúncias terão de ser comprovadas. ‘‘Todas as dúvidas que haviam sobre os nossos procedimentos, o conselho tirava durante as reuniões’’, disse a secretária Alcyone Saliba na semana passada, durante entrevista coletiva na sede do órgão. Procurado ontem pela Folha, Lemos não foi localizado.
Ontem à noite, foi realizada na Procuradoria Geral do Estado, em Curitiba, a quarta reunião entre os representantes dos professores e do governo do Estado. A tentativa de resolver o impasse provocado pela paralisação dos professores não evoluiu. A secretaria, no entanto, ratificou sua decisão de descontar o pagamento referente ao dia 7 de abril, de 15 mil professores e 3,5 mil servidores que participaram da paralisação de advertência.
Os cinco professores e três funcionários de escolas públicas, que entraram no terceiro dia de greve de fome, receberam a visita de um padre, que os abençoou e rezou uma missa.
Os servidores federais da Previdência Social e da Receita Federal e os técnicos da Universidade Federal do Paraná e do Hospital de Clínicas continuam com as atividades paralisadas.

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