Curitiba O governo do Estado anunciou ontem, em reunião com representantes de sindicatos dos servidores estaduais e federais, no Palácio Iguaçu, que em outubro deverá ocorrer mais uma rodada de negociações para implantação de possíveis correções salariais e do novo Plano de Cargos e Salários, para os professores e pessoal de execução e apoio do Poder Executivo. De forma geral, os servidores querem a recomposição de perdas próximas a 90%.
Segundo o governador em exercício, Orlando Pessuti, a meta é recompor gradativamente as perdas do passado. ''É um compromisso do governador Roberto Requião corrigir essas injustiças, por meio de uma política salarial condizente com a dignidade que nós queremos para os servidores e com as limitações que enfrenta o Estado'', disse Pessuti.
A readequação salarial dependerá do comportamento da receita, ou seja, do aumento da arrecadação do Estado e, ainda das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A prioridade é atender 88,6 mil servidores, entre eles 71 mil professores e 17,6 mil servidores administrativos dos setores de execução e apoio.
Segundo o secretário da Administração, Reinhold Stephanes, a determinação do governador é que, neste segundo semestre, seja rediscutida a possibilidade de projetar novos ganhos ou correções adicionais. Em janeiro, a folha totalizava R$ 242 milhões/mês, valor que deve chegar a R$ 303 milhões em dezembro.

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