As mulheres de policiais militares que ontem estavam programando uma manifestação na Boca Maldita, no centro de Curitiba, resolveram suspender o protesto por causa do avanço nas negociações com o governo do Estado. Anteontem à noite, houve uma reunião com representantes da chefia do Estado Maior, Secretaria de Estado de Segurança Pública, oficiais da reserva, mulheres de oficiais, Chefia da Casa Civil e Procuradoria Geral do Estado para discutir o assunto.
Eles refizeram o calendário de cumprimento das reivindicações da categoria e definiram que o projeto de lei, com a forma de escalonamento e parcelamento da igualdade salarial entre os militares com o mesmo cargo, deve ser encaminhado para a Assembléia Legislativa até o dia 25 deste mês. ‘‘Ainda não temos idéia de como vamos fazer o parcelamento, mas estamos estudando’’, declarou Alceni Guerra, secretário-chefe da Casa Civil. Uma nova reunião ficou marcada para o dia 6 de novembro.
A gratificação cedida para a Polícia Militar tem como base o fato de que 552 militares recebem – por definição da Justiça – gratificações que ocasionam uma diferença salarial entre pessoas que exercem o mesmo tipo de função. Soldados ganham mais do que sargentos e sargentos mais do que tenentes. A reivindicação é semelhante a da Polícia Civil que diz que 400 policiais recebem gratificação por dedicação exclusiva em detrimento de 2,8 mil.
O governador Jaime Lerner (PFL) disse que a questão das gratificações está sendo estudada pela Chefia da Casa Civil e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública. ‘‘Estamos sempre abertos para o diálogo. Prontos para ouvir as reivindicações. Não precisamos de greves’’, declarou. (L.P.)

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