Maringá A morte de um bebê de oito meses, anteontem à noite, depois de ser atendido no Núcleo Integrado de Saúde (Nis 3) do Jardim Alvorada, em Maringá, vai ser alvo de mais um inquérito para apurar negligência médica no sistema público de saúde. Diogo Kablubicski Gonçalves da Silva foi levado pela família ao Nis 3 por causa de problemas com tosse, febre e vômito.
Depois de duas horas em observação, o bebê foi liberado e quando chegou em casa, começou a passar mal e foi levado às pressas para o Hospital Universitário. A criança não resistiu e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou morte por asfixia em decorrência de broncoaspiração (quando o conteúdo do vômito atinge os pulmões). No Nis 3, o bebê foi atendido por uma pediatra.
Segundo o delegado do 3º Distrito, Paulo Roberto Machado, o pai da criança, Cristian Gonçalves da Silva, reclamou que no período em que o bebê ficou em observação, foi ministrado um soro via oral. O pai contou que um médico que passava pelo quarto viu a situação e alertou para o fato de que o bebê deveria tomar o soro sentado para evitar a passagem de líquido aos pulmões. ''O pai acha que a administração errada do medicamento provocou a morte do filho e reclamou da falta de orientação da equipe médica e dos enfermeiros em relação ao problema do bebê'', disse o delegado.
Só no 3º Distrito Policial, que abrange o Jardim Alvorada, bairro mais populoso de Maringá, existem cinco inquéritos que apuram as circunstâncias da morte de pessoas, entre elas dois bebês, que passaram pelo sistema público de saúde. Machado informou que um dos inquéritos está na fase final e aponta a responsabilidade de um médico por diagnóstico errado. O médico atendeu um bebê de dois meses com problemas de coração, mas diagnosticou uma doença pulmonar.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a exemplo dos demais casos ocorridos no ano passado, vai abrir uma auditoria interna para apurar a morte do bebê e encaminhar os pareceres ao Conselho Regional de Medicina. Não há ainda conclusão das demais auditorias. A auditoria vai investigar se houve erro médico ou falta de orientação no caso de Diogo.

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