Nedson pode prorrogar prazo para frente de trabalho
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Silvana LeãoDe Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), decide hoje se prorroga ou não o prazo de apresentação de propostas para o problema da frente de trabalho. Secretários municipais, vereadores e representantes do Ministério Público reúnem-se hoje, às 14 horas, na prefeitura, para discutir a demissão gradativa dos trabalhadores. O encontro foi marcado no dia 25 de junho, quando a administração municipal defendeu a extinção da frente de trabalho. Como foi a única proposta, definiu-se um novo prazo para que os participantes, inclusive a Câmara, apresentassem alternativas.
A vereadora Sandra Graça (PSB) diz que não deu tempo de passar aos demais vereadores o relatório que vem sendo preparado pela comissão que discute o assunto, por causa do recesso do legislativo. Ela antecipa que pretende manter a posição de garantir o emprego de todos os 1.951 integrantes da frente de trabalho. Temos que buscar alternativas para não aumentar o caos social, afirma.
O presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), chegou a pedir a prorrogação da reunião de hoje até o dia 2 de agosto, quando acaba o recesso parlamentar, para nova discussão do assunto com o Ministério Público. Mas o secretário de Recursos Humanos, Rubens Menoli, confirma que está mantido o encontro de hoje. Ele diz também que a proposta de demissões da prefeitura continua sem alterações.
Pelo termo de acordo proposto pelo prefeito, a frente de trabalho será extinta até 30 de junho de 2004, com a dispensa gradual dos integrantes. A meta é demitir 780 trabalhadores até 30 de junho de 2002, outros 600 no período de 1º de julho de 2002 a 30 de junho de 2003 e os demais 571 de 1º de julho de 2003 a 30 de junho de 2004. Entre os critérios para desligamento estão o tempo de contratação, a existência de outra fonte de renda ou de pelo menos mais um membro da família no serviço público municipal ou na frente de trabalho.
A extinção da frente é uma exigência do Ministério Público, por ser uma forma ilegal de contratação de mão-de-obra. Pela proposta da prefeitura, os trabalhadores demitidos receberão uma cesta básica e 40 passes de ônibus nos três primeiros meses, como ajuda de custo.


