O prefeito Nedson Micheleti (PT) protocola hoje, às 10 horas, na Câmara de Vereadores, um pedido de liberação de crédito para subsidiar o projeto de instalação do novo Camelódromo de Londrina. Ontem à tarde o prefeito confirmou a intenção de utilizar recursos do municípios para bancar a reforma e adaptação do prédio onde será instalado o novo camelódromo (shopping popular), orçadas em R$ 180 mil.
Mesmo com a possibilidade de gastos adicionais para a reforma, a medida tem recebido o apoio do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch Neto, e do presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), como uma forma de resolver o problema do comércio informal no centro da cidade.
Ontem, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, não adiatou o montante de recursos a serem gastos pelo município com o projeto. Pelo acordo celebrado com os camelôs está previsto um subsídio de R$ 10 mil mensais para auxiliar no custeio do aluguel do imóvel (R$ 30 mil). Um calçadão de aproximadamente 1,5 mil metros quadrados ligará a Rua Maranhão à Rua Mato Grosso, além do alargamento do passeio da Mato Grosso até a Sergipe.
A prefeitura pretende instalar no novo camelódromo, nas dependências do atual Shopping Paulista, os 314 camelôs que hoje atuam nas avenidas Leste-Oeste e São Paulo. Até duas semanas atrás a intenção da CMTU era bancar a adaptação do prédio com recursos de empresas âncoras interessadas em se instalar no empreendimento. Pelo menos 15 boxes seriam colocados à disposição das âncoras, mas essa proposta acabou sendo descartada na semana passada. ''(A reforma) é uma obra barata (R$ 180 mil) e o município pode bancar. A idéia é definir isso o quanto antes e inicar as obras já na próxima semana'', adiantou Sella.
Já o prefeito Nedson Micheleti, que retornaria ontem à noite de Brasília, pretende uma última cartada junto à Organização Não-Governamental Canaã, que representa os 220 camelôs instalados na Avenida São Paulo. ''Vamos propor uma parceria à associação para subsidiar a reforma e instalação dos ambulantes'', propôs o prefeito. A idéia é conceder o subsídio de forma individualizada de acordo com a capacidade de investimento de cada camelô.
Mas a proposta deverá ser rejeitada pelo presidente da Ong Canaã, Rogério Gonsales, a única representação dos camelôs que ainda negocia a transferência dos ambulantes para o novo espaço. A Associação Camelódromo de Londrina (Acal) oficializou no final da semana passada a intenção de não se transferir para o Shopping Paulista. Seriam 60, de um total de 94 camelôs da Leste/Oeste. ''Se tivermos que entrar também no custo da reforma, aí inviabiliza o projeto'', advertiu Gonsales.

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