Os 16 vendedores de lanche retirados do Terminal Urbano de Transporte Coletivo (área central de Londrina) em abril deste ano devem voltar para os antigos pontos em setembro. A confirmação foi dada ontem pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), durante uma reunião onde foram apresentados modelos de normatizações e o projeto de um carrinho, desenvolvido por estudantes de arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Os vendedores foram retirados das calçadas próximas por determinação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), por causa da reforma e revitalização do Terminal. O prefeito garantiu que vai apresentar a proposta final de reintegração dentro do prazo definido (28 de agosto) para que os vendedores voltem aos seus pontos.
Questionado se não teria de fazer uma licitação para definir a ocupação de espaços públicos (terminal e calçada), Nedson disse estar amparado legalmente para manter a proposta. ''Temos a Lei do Ambulante, onde todas as questões relativas ao assunto são discutidas junto ao Conselho Municipal.''
A resposta agradou os lancheiros presentes, que estavam receosos com a possibilidade de não retornarem ao local onde trabalharam durante anos. ''Ainda temos muito o que discutir, mas agora estamos mais tranquilos. Antes, não tínhamos certeza se iríamos voltar'', disse o presidente do Sindicato dos Ambulantes de Londrina, José Ladislau dos Santos, 74 anos.
Os modelos de normatização e o projeto de carrinho foram entregues ao prefeito e ao presidente da CMTU, Wilson Sella, pela vereadora Sandra Graça (PDT) e pelo professor de arquitetura da UEL, Otávio Nassuo Shimba. Junto com seus alunos, Shimba desenvolveu o ''carrinho-armário'', modelo que funciona como transporte (de equipamentos, bebidas e alimentos) e também como barraca e balcão para preparar lanches e atender fregueses.
''Vamos utilizar materiais baratos e facilmente encontrados na cidade, como alumínio e compensados. O custo será menos da metade dos carrinhos encontrados no mercado'', comentou Shimba. Ele também sugeriu o emprego de serralheiros e carpinteiros aposentados para construir as barracas.
O projeto foi aprovado por Nedson, que pretende estender a idéia para todos os 480 ambulantes cadastrados em Londrina e ''padronizar não somente o visual, mas também a qualidade dos produtos e do atendimento''. Durante a reunião, foi entregue a normatização para autônomos usado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), para que sirva de modelo na padronização de uniformes, espaçamento entre barracas e fiscalização dos alimentos.

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