Nedson faz reunião sobre Zona Azul
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O prefeito Nedson Micheletti (PT) irá se reunir na próxima segunda-feira com todas as entidades organizadas de Londrina - como Lions Clube, Rotary e Associação Comercial e Industrial - para discutir a situação dos adolescentes que trabalham como fiscais da Zona Azul para a Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel). A reunião servirá também para uniformizarem o discurso para a audiência de terça-feira, na Procuradoria Regional do Trabalho, em Curitiba.
A procuradora Regional do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, entende que a atividade dos 222 jovens, com idade entre 16 e 18 anos, que trabalham na Zona Azul é perigosa e insalubre. Ela quer que os adolescentes sejam retirados da função. Na última terça-feira, a Folha publicou matéria relatando que muitos desses adolescentes estavam sendo intimidados por um grupo de menores que estariam arrombando veículos na área central da cidade.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), Wilson Sella, classificou a polêmica como uma crise grave, sem precedentes. Para ele, a posição da Procuradoria do Trabalho inviabiliza não só o futuro dos jovens como também interfere nas suas famílias e na continuidade das atividades desenvolvidas pela escola profissionalizante mantida com os recursos arrecadados com a Zona Azul.
A promotora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente em Londrina, Edina Maria de Paula, também foi convidada a comparecer às duas reuniões, mas até ontem à tarde ainda não havia definido sua participação. A promotora disse considerar legal a atividade exercida pelos adolescentes. Não vejo situação de risco, disse, acrescentando que os menores têm idade superior a 16 anos e possuem registro profissional em carteira.
O presidente da Epesmel, padre Lídio Roman, foi procurado pela reportagem, mas a secretária dele disse que o padre estava em reunião e não poderia atender a solicitação.


