O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), comentou ontem, pela primeira vez, as manifestações de estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo da cidade. Quando o aumento de R$ 1,90 para R$ 2,00 foi autorizado, dia 6, Nedson estava em férias e o decreto foi assinado pelo prefeito em exercício, Luis Fernando Pinto Dias (PT).
Desde o primeiro dia útil da vigência da nova tarifa, dezenas de estudantes fazem manifestações organizadas pelo Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte na área central da cidade.
''Acho que os estudantes têm todo direito de se manifestar, mas temos em Londrina um dos melhores sistemas de transporte coletivo nacional, todo integrado, com uma carga horária de seis horas para motoristas e cobradores que não tem em outros locais, um sistema de passe estudantil. E isso tem um custo'', argumentou o prefeito.
''Para que o sistema continue com essa qualidade, que continue integralmente atendendo a todos na mesma condição, tem esse custo e estou garantindo esse custo para que a cidade não perca em qualidade, em condições de trabalho dos trabalhadores dessa área e esses benefícios sociais que ela dá de gratuidade e meio passe para os estudantes'', complementou.
Nedson descartou a possibilidade de um novo reajuste na tarifa ainda este ano. ''O reajuste é anual. A inflação está muito baixa, não justifica. Demos o rajuste esse ano em função da inflação do ano passado, para recompor o preço e mantermos a qualidade do sistema. Se dependesse das empresas, estaria em R$ 2,15 a passagem, o pleito delas era esse. Nós definimos a tarifa em função de quanto custa o sistema para ele funcionar com essa qualidade. É tudo planilhado. Chegamos a esses dados de forma técnica.''
O prefeito também refutou a hipótese da prefeitura subsidiar parte dos custos do transporte coletivo. ''É uma opção de governo. Não vou subsidiar a tarifa do transporte coletivo. Um dos casos que eu conheço de subsídio no Paraná é em Curitiba e em Maringá. Mringá subsidia em torno de R$ 300 mil por mês e Curitiba, em torno de R$ 1,2 milhão/mês. Em Maringá, além disso, eles demitiram todos os cobradores para que a tarifa caísse para R$ 1,65. Não vou fazer nem uma coisa nem outra'', afirmou.

mockup