O prefeito Nedson Micheleti (PT) afirmou na noite de anteontem que a ação civil pública contra o aumento da tarifa do transporte coletivo, proposta pela Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor, tem motivação política. A iniciativa é contra a Prefeitura, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e empresas de ônibus, e cobra redução do preço da passagem. O poder público ainda não recebeu notificação oficial e não comentou as supostas irregularidades na planilha de cálculo do serviço.
''Estranhamos este tipo de ação. Parece que há interesse em politizar a questão da tarifa de ônibus'', declarou Micheleti. Ele citou ainda que um promotor teria saído andando de ônibus no aumento autorizado em 2003 para ''agitar'' a situação. O prefeito disse ainda que o Ministério Público poderia questionar os valores do transporte metropolitano que, diferentemente do urbano, não conta com integração sem pagamento de nova passagem. A tarifa do transporte metropolitano custa R$ 1,80.
O promotor Miguel Jorge Sogayar salientou que a fiscalização do poder público é função e atribuição constitucional do Ministério Público (MP). ''Em hipótese alguma o MP tem a intenção de politizar o tema. Mais uma vez o poder público está tecendo comentários desnecessários quando deveria esclarecer distorções documentadas na ação'', rebateu Sogayar.
A ação civil pública indica supostas irregularidades e pede redução da tarifa de R$ 1,90 para R$ 1,30 por seis meses e depois para R$ 1,60. O documento demonstraria que o decreto de aumento do preço não inclui justificativa para o ato e a planilha exclui receita de publicidade e números do serviço Psiu, entre outras supostas irregularidades.

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