Os servidores públicos de Londrina têm duas alternativas para definir o índice de reposição salarial a ser pago pela prefeitura. A primeira propõe reajuste de 7,5%, mais abono de R$ 55 para toda a categoria. Outra opção é reposição de 10% com manutenção da diferença do abono de R$ 70 para aqueles que o referido benefício apresentar mais do que esse percentual. A categoria solicita reajuste de 16,33%. As propostas foram apresentadas durante reunião entre servidores e o prefeito Nedson Micheleti (PT), realizada anteontem.
O secretário municipal de Gestão Pública, Gláudio Renato de Lima, esclareceu que a prefeitura tem um teto para gastar e que se os servidores não aceitarem as alternativas apresentadas, ''ficarão sem nada''. Ele observou que a prefeitura já concedeu neste ano reajuste de 15,73%, repassados em duas parcelas: a primeira, de 10%, paga em março e a segunda, de 5,7% em agosto.
Lima esclareceu que, durante a reunião, o prefeito fez cerca de dez simulações com o objetivo de analisar, junto com o sindicato, a melhor alternativa para os servidores. ''As negociações foram um avanço. Estamos dando alternativas que, ao final, zerem as perdas para a maioria dos servidores'', disse o secretário, frisando que as negociações estão sendo desenvolvidas desde o início do mês.
Gláudio disse que as propostas do governo municipal, se aceitas pelos servidores, vão provocar aumento que vai de R$ 820 mil a R$ 900 mil por mês na folha de pagamento da prefeitura, a partir de janeiro. Segundo ele, isso significa comprometimento de 47% da receita líquida do município. A prefeitura tem 5.914 servidores ativos e 1.600 aposentados.
As propostas serão avaliadas e votadas pela categoria em assembléia convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindiserv), para o dia 29, às 19 horas, na sede da Associação dos Funcionários Municipais de Londrina. A presidente do Sindserv, Marlene Valadão, lembrou que dentro dos números estudados as propostas foram ''bem razoáveis'', apesar da categoria continuar tendo perdas. Na assembléia, também será apresentada a proposta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a ser implementado em janeiro de 2004.

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